Tipo: Construção de um conjunto habitacional de três moradias familiares
Cliente: Privado
Localização: Gafanha do Nazaré, Portugal
Estado: A decorrer
Autor do Projeto: Maria Fradinho
Equipa: Daniel Antunes
Data de Projeto: 2025
Área do Terreno: 1015,9 m2
Área de Implantação: 466,5 m2
Área de Construção: 548,2 m2
Artista 3D: Alan Costa
A pretensão visa a ampliação a um edifício de habitação unifamiliar da década de 90, para se converter em habitação coletiva com 3 moradias em banda.
Para além de pequenas alterações ao tardoz do edifício, a moradia original sofre alterações à sua materialidade exterior, sendo prevista a substituição das caixilharias, a remoção do azulejo da fachada frontal, a pintura de todas as fachadas e tetos exteriores, assim como dos muros e ainda a substituição do revestimento de pisos exteriores. Estas alterações garantem uma monocromia à cor terracota.
As alterações à materialidade exterior do edifício pré-existente visam garantir uma imagem dominante que possa ajudar na integração das várias fases de construção do conjunto habitacional, podendo assumir uma identidade comunicativa entre o edifício pré-existente com a sua ampliação atual.
Por sua vez, a ampliação cumprirá esta mesma materialidade, sendo a imagem do conjunto fortemente marcada pela cor terracota, assim como pelas coberturas inclinadas com telha cerâmica tradicional, à semelhança da cobertura do edifício original.
As volumetrias afastam-se através de corpos recuados horizontal e verticalmente. Estes separam as frações como que ditando as propriedades e permitindo ao conjunto arquitetónico assumir um carácter mais integrado na malha urbana onde se insere, de moradias unifamiliares.
Estes corpos para além de recuados, admitem ainda uma materialidade distinta dos restantes volumes, o que favorece a leitura tripartida do conjunto. Separam e ligam ao mesmo tempo, pois pertencem aos usos privativos da habitação coletiva, mas ajudam a definir as frações independentes.
O afastamento da ampliação em relação à via pública, o alinhamento do beiral frontal, as cérceas, a altura de fachadas e de coberturas, a materialidade, a escala e forma do muro frontal foram meticulosamente determinados de forma a dar harmonia a este conjunto, que apesar de duas épocas de construção se assumirá como um só.

