Casa Lote 31

Tipo de Obra: Construção de Habitação Unifamiliar
Cliente: Privado
Localização: Aveiro, Portugal
Autor do Projeto: Maria Fradinho
Equipa Licenciamento Arquitetura: Daniel Antunes
Equipa Execução Arquitetura: Sara Garcia e Daniel Antunes
Especialidades: Pedro Tavares
3D: Alan Costa
Data de Projeto: 2026
Data de Construção:
Área do Terreno: 322 m2
Área de Implantação: 111 m2
Área de Construção: 182 m2
Fotografia:

Visual Portfolio, Posts & Image Gallery for WordPress

Esta moradia unifamiliar T3, faz parte de uma malha urbana em consolidação de um loteamento urbano em Aveiro.
As características do loteamento ditaram a evolução desta peça arquitetónica, já que a diminuta dimensão do lote a fraca distância deste aos vizinhos, impuseram um jogo criterioso da ocupação no terreno.
A moradia propõe-se isolada, num volume monolítico de forma retangular, com dois pisos acima da cota da soleira, não prevendo qualquer construção anexa, estando todos os compartimentos da habitação concentrados no edifício principal.
Edificado num terreno com uma profundidade de 23,0 m e com 14,0 m de largura, propõe-se que o edifício seja disposto longitudinalmente ao terreno, com uma profundidade de 14,5 m e 8,0 m de largura.
Trata-se de uma casa compacta, onde a distribuição programática é coesa para se concentrar no essencial do conforto familiar.

A premissa de projeto é a harmonia entre o interior edificado e o seu espaço exterior e o grande desafio foi encontrar o seu potencial para um usufruto diversificado desta relação dentro-fora, mesmo apesar da diminuta área do lote e da curta proximidade aos edifícios dos lotes confinantes.
Propôs-se, assim, conter a fachada frontal nascente e encerrar a fachada norte, priorizando as fachadas sul e poente para a pretendida relação interior-exterior.
O logradouro trabalha-se então não só para a parte posterior a oeste, mas também para a lateral sul do terreno, numa tentativa de otimizar o espaço exterior soalheiro.

O projeto visa priorizar a luz e as vistas para um jardim cuidado, garantir a qualidade dos espaços interiores nessa relação com os exteriores e, por outro lado, assegurar a sua devida privacidade, dada a proximidade às construções vizinhas.
Desta forma, cria-se um volume suspenso e vazado a oeste, que permite acolher diferentes usos exteriores, ora cobertos, como semicobertos ou ainda totalmente descobertos, através da sua articulação com a pérgula metálica a sul.
A moradia seleciona o espaço exterior que abraça e protege, envolvendo-o no uso quotidiano da moradia.
Cria um logradouro não só criterioso e exclusivo, mas também multifacetado, que permite zonas ajardinadas descobertas, zonas verdes e pavimentadas semicobertas, ou zonas pavimentadas cobertas, intensificando as potencialidades daquele espaço.

Esta moradia foi, assim, estrategicamente distribuída para salvaguardar conforto e proximidade, sem com isso abdicar do usufruto de uma boa exposição solar interior e exterior, assim como da desejável relação dos interiores com o seu entorno ajardinado.